Mosteiro de Santa Maria de Seiça

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Mosteiro de Santa Maria de Seiça

Description details

Description level

Fonds   Fonds

Reference code

PT/AUC/MC/MSMS

Title type

Controlado

Date range

1156  to  1838-07-22 

Accumulation dates

1175-1834

Dimension and support

45 u. i. (4 cx., 41 liv.); pergaminho e papel.

Extents

4 Caixas
41 Livros

Holding entity

Arquivo da Universidade de Coimbra

Producer

Ordem de Cister. Mosteiro de Santa Maria de Seiça

Biography or history

O Mosteiro era masculino, pertencia à Ordem de Cister, e foi D. Afonso Henriques quem o mandou construir em louvor à Virgem Maria em agradecimento por um milagre recebido junto da capelinha de Nossa Senhora de Seiça, segundo reza a lenda.

Terá tido origem numa pequena comunidade de eremitas ou monges já existente em 1175, os do Lorvão, que naquele tempo pertenciam à ordem de São Bento, cujo superior era o Abade D. Paio Egas nomeado para este cargo no mesmo ano em que D. Afonso Henriques lhe outorgou carta de couto.

Posteriormente, D. Sancho I mandou construir a abadia e introduziu os monges do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça na comunidade, a partir de 1 de março de 1195, data da doação do Mosteiro ao abade de Alcobaça, D. Mendo.

No início do século XVI, o beneditino D. João Chanones, monge originário de Montserrat e reformador dos cistercienses em Portugal, foi abade comendatário de Seiça.

Por ocasião da visita do abade de Claraval, em 1532, havia no mosteiro dezasseis monges e dois conversos pertencentes à comunidade de Seiça e onze monges e cinco conversos de Alcobaça, que tinham sido enviados no início da reforma da sua abadia.

Por essa altura, Seiça não era uma abadia de costumes decadentes, situação confirmada pelo facto de esta ter sido uma das casas a que os monges aragoneses se dirigiram em busca de apoio para reformar as abadias masculinas. De Seiça os visitantes aragoneses enviaram monges para os Mosteiros de São Cristóvão de Lafões, de Santa Maria de Aguiar e de São Pedro das Águias.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo ministro e secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas. Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.

Custodial history

Após a extinção das ordens religiosas pelo decreto de 30 de maio de 1834, parte da documentação pertencente ao Mosteiro de Santa Maria de Seiça foi entregue à Repartição de Finanças do Distrito de Coimbra.

O referido acervo, deu entrada no Arquivo da Universidade de Coimbra a 28 de dezembro de 1937, em cumprimento do despacho ministerial de 4.01.1937, comunicado por ofício do Sr. Director Geral da Fazenda Pública, de 19.01.1937. (Processo 1278 – Lº38). No entanto podemos averiguar que através de correspondência trocada entre esta instituição e a Direção de Finanças do Distrito, já estava em vista a sua entrada no final do ano de 1936, como uma parte integrante do Arquivo dos Próprios Nacionais.

Scope and content

Este fundo contém um acórdão; um alvará; autos e escrituras de agravo; autos de cominação e de embargo; autos e escrituras de posse; autos executórios; avisos; documentos papais (que inclui uma bula e dois traslados de bulas e um documento que em 1518 autoriza a celebração de missas em Montemor-o-Velho perpetuamente); escrituras de capitais mutuados; cartas citatórias, cartas precatórias e requisitórias; correspondência entre o povo do Paião e o Mosteiro a pedir autorização ao rei para poder trabalhar, autorização para se mandar fazer um lagar e cartas do Rei D. Fernando); auto de execução de foros; demandas; litígios e libelos (contém as queixas entre o povo do Paião e o convento de Santa Maria de Seiça); mandatos; despesas e receitas; dívidas; escrituras diversas (contêm doações régias feitas ao real mosteiro, autos de reconhecimento e escrituras de demarcação e medição, de aforamento e emprazamento); escrituras de aforamento, arrendamento, desistência e emprazamento; escrituras de arrematação e posse; escrituras de composição e acordo (entre o mosteiro e os comendadores de Soure e Redinha); escrituras de compra e venda; escrituras de concordância e procuração; escrituras de demarcação, medição e reconhecimento; escrituras de distrate, fiança, licença e obrigação; escrituras de doação (doação de D. Sancho do ano de 1196 em traslado); escrituras de escambo; forais (entre eles Foral de Lavos datado a 1519.12.20); índices; inquirições; inventários; notas; provisões (em língua latina, Foral de Coles, traslado de 1471); relações de sisas, requerimentos, róis/inventários dos bens do mosteiro (rol de inquilinos possuidores de terras, listagem de dívidas ao mosteiro e mapa de bens pertencentes a ele no distrito da Giesteira, Samuel e sua natureza); sentenças (cartas de sentenças, sentenças cíveis, crime, destrinça e encabeçamento, repartição, excomunhão); tarifas de preços (principalmente dos géneros alimentares) e tombos (entre os quais da Giesteira, Coles e Formoselha).

Arrangement

Foram identificadas as diversas tipologias documentais existentes no fundo do referido mosteiro, tendo-se constituído séries. Estas encontram-se ordenadas alfabeticamente, estando as unidades de instalação ordenadas cronologicamente, dentro de cada série.

A tabela de classificação resultante é inclusiva a toda a tipologia documental.

Language of the material

Latim e português.

Other finding aid

Inventário e recenseamento disponíveis em: http://iduc.uc.pt/index.php/boletimauc/article/view/410/379; catálogo dos pergaminhos - PEREIRA, G. - Catalogo dos pergaminhos do cartório da Universidade de Coimbra. Coimbra: Imprensa da Universidade, 1881, p. 78.

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Completiva: PT, TT, Mosteiro de Santa Maria de Seiça (F). Código: PT/TT/MSMSC. Descrição em linha, disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4381101.

Notes

Ao longo do processo de análise documental foram feitas capas para um acondicionamento mais eficaz, de modo a proteger e preservar a documentação ao longo dos tempos.